terça-feira, outubro 19, 2021
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Inclusão no mundo da moda tem que ser um imperativo, afirma fashion stylist

Novos biotipos e padrões, em especial as pessoas com deficiência, estão começando a fazer parte dos catálogos e das passarelas, movimento extremamente necessário, na opinião da fashion stylist Jana Le

Com a premissa de que moda deve ser literalmente para todas e todos, a fashion stylist Jana Lee vem acompanhando com empolgação o surgimento de novos e novas modelos nos catálogos e passarelas. Pessoas com deficiência estão sendo incluídas em um universo ainda restrito. Rostos e corpos que até pouco tempo atrás seriam considerados fora dos padrões estão ganhando espaço, padrões estes que, por sinal, por décadas foram extremamente rígidos e até desumanos. O reflexo desta rigidez imposta se tornou negativo para as próprias marcas, “as pessoas ficavam, e ainda ficam, com medo de usar certos looks por sempre serem usados apenas por modelos naqueles padrões, a moda é consumida por todo tipos físicos e assim deve ser feita”, relata a consultora de moda.

O primeiro grande passo pode ter sido em 2015, quando Jamie Brewer, a atriz de American Horror Story, que tem Síndrome de Down, desfilou na New York Fashion Week. Na época, entretanto, foi um ato isolado. Até que, em 2019, a empreendedora social e ativista Caroline Casey lançou o The Valuable 500, movimento que tem o objetivo de colocar a deficiência na agenda de liderança empresarial global. O lançamento ocorreu na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial em janeiro daquele ano. O grupo iniciou uma campanha de persuasão para que 500 empresas multinacionais com pelo menos 1.000 funcionários se comprometam publicamente a incluir pessoas com deficiência em suas organizações. A primeira marca de High Fashion a aderir foi a Prada. A grife criou um programa de contratação e treinamento para pessoas com Síndrome de Down em suas lojas. A reação em cadeia foi rápida: no ano passado, a britânica Ellie Goldstein, de 18 anos, se tornou a primeira modelo com Síndrome de Down a estrelar uma campanha de beleza da Gucci, em parceria com a Vogue Itália.  No Brasil, em 2020, a marca Zinzane realizou uma sessão de fotos com a atriz e ativista Fernanda Honorato, que também tem Síndrome de Down.

Para Jana Lee, estas iniciativas são louváveis e marcam uma evolução, mas ainda precisam se expandir. “ Eu acho que as pessoas ainda têm falado pouco sobre isso, ainda  há muito preconceito. Precisa de mais envolvimento, o mundo das pessoas com deficiência é amplo e ainda há muito o que ser representado, com inúmeras peculiaridades, não apenas pessoas com Down”, destaca. A fashion stylist apoia todas as iniciativas que promovam a diversidade. Ela já promoveu desfiles de moda em Boston, nos Estados Unidos, onde mora, e quando as atividades voltarem ao normal, tem projetos. “Penso em fazer eventos de moda com pessoas que tenham diferentes perfis e deficiências variadas, pois o público que consome moda é diverso e precisa ser representado”.

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