terça-feira, abril 20, 2021
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Leona Jhovs está no elenco da provocadora websérie “FOME”, da Cia. Pessoal do Faroeste

Atriz dá início às gravações da websérie enquanto celebra as diversas premiações em festivais ao redor do mundo de seu curta-metragem “Modelo Morto, Modelo Vivo” no qual atua e também é corroteirista e codiretora ao lado do cineasta Iuri Bermudes

Leona Jhovs faz parte da Cia. Pessoa do Faroeste desde 2012 e estava no palco com o espetáculo “O Assassinato do Presidente” quando, depois de apenas duas semanas em cartaz, a temporada foi interrompida com o início da pandemia, em março de 2020. Agora, em 2021, com os teatros ainda fechados, assumiu um papel importante nas produções audiovisuais que passaram a ser priorizadas na programação da companhia como parte do elenco da websérie “FOME” e apresentadora da “Rádio Boca”. Isso, ao mesmo tempo em que comemora a boa repercussão e premiações do filme “Modelo Morto, Modelo Vivo” no qual, além de atriz, estreou como roteirista e diretora ao lado do cineasta Iuri Bermudes.

A estrela que tem se consolidado como uma das principais caras do Pessoal do Faroeste se identifica como mulher transfeminista, multi-a(r)tivista, atriz, diretora, roteirista e apresentadora. Essa definição profissional, a princípio complexa, tem origem em sua forte atuação como militante. Por exemplo, além de todo o seu histórico nas artes, é cofundadora da campanha Representatividade Trans e da Casa Chama, uma organização civil de ações socioculturais com foco em artistas transvestigêneres.

“O teatro me abriu portas para uma vida profissional na qual meu desafio não foi maior ou menor por ser quem sou. Porém, tenho plena consciência de que esse é um privilégio raro entre pessoas transexuais e decidi usar a voz e o alcance que o teatro e a arte me proporcionaram para me dedicar a essa luta”, conta Leona.

Leona Jhovs está no elenco da websérie “FOME”

A Cia. Pessoal do Faroeste, que cada vez mais traz para o seu DNA também o cinema, está dando início às gravações da websérie “FOME” que tem Leona Jhovs como parte do elenco no papel da Coronel Vênice, que tem um significado importante por ser uma mulher trans coronel da Polícia Federal. Um texto inspirado no espetáculo teatral “Re-Bentos” que foi levado aos palcos pela companhia em 2002.

O projeto, que para o elenco representa a experimentação de uma nova linguagem e formato, mostra os bastidores de uma adaptação de “Re-Bentos” para o cinema e tem inspiração nos filmes “Ricardo III: Um Ensaio” (Direção de Al Pacino) e “Noite de Estreia” (Direção de J. Cassavetes), ou seja, é como se fosse um documentário de bastidores.

Além de Leona, o elenco conta ainda com nomes como Mel Lisboa e Leonardo Miggiorin, que se reencontram pela primeira vez em um trabalho depois de 20 anos, quando ambos estrearam na TV na série “A Presença de Anita”.

A websérie assim como toda a programação audiovisual da companhia tem o apoio da Lei Aldir Blanc e da Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo, e tem como propósito ser uma ferramenta que joga luz sobre os problemas da região totalmente abandonada pelo poder público. Simultaneamente aos projetos, a campanha #FomeZeroLuz segue ativa.

Leona Jhovs
Foto: Divulgação

Apresentadora

Além da websérie “FOME”, Leona é o principal nome de um outro projeto que faz parte da agenda 2021 da Cia. Pessoal do Faroeste que, devido à pandemia, prioriza as produções audiovisuais: a “Rádio Boca”.

A Rádio Boca é um projeto que nasceu da necessidade da Cia. Pessoal do Faroeste falar com o público de modo informal e direto sobre assuntos urgentes e, também, para compartilhar ao vivo atividades do teatro e do Instituto Luz do Faroeste. Em 2021. A transmissão semanal se tornou parte oficial da programação sempre às quintas-feiras, a partir das 17h, recebendo convidados especiais para rodas de conversa lideradas por Leona.

Nessa primeira temporada de programas, a Rádio Boca tem se dedicado a entrevista com o elenco de “FOME”, uma oportunidade para o público acompanhar como tem sido esse processo de criação. No programa de estreia Leona conversou com Mel Lisboa e Leonardo Miggiorim, e na sequência vieram participação de nomes como os diretores Paulo Faria e Dário José, além das atrizes Neusa Velasco, Thais Aguiar, Thais Dias e Clodd Dias. Os programas entram no ar ao vivo todas as quintas-feiras, as 17h, e ficam disponíveis em sua versão gravada nas redes da companhia.

Estreia como diretora e roteirista

A entrega da atriz à arte é tamanha que é impossível encontrar um trabalho em que sua passagem não tenha sido marcante, seja dentro ou fora da companhia. Apesar de sua conexão com os palcos, “FOME” não é sua primeira experiência de atuação frente às câmeras. Em trabalhos paralelos ao teatro, já estrelou campanhas publicitárias e em seu primeiro filme, o curta “Lúcia”, de Cristobal Hernandes, já recebeu um prêmio de melhor atriz.

Ao mesmo tempo em que os teatros eram fechados pela recomendação de isolamento social, um novo filme com sua participação era finalizado, o curta “Modelo Morto, Modelo Vivo” no qual, além de atriz, também assina como diretora e roteirista ao lado do cineasta Iuri Bermudes.

Até o momento, o filme teve exibições em 40 festivais de cinema ao redor do mundo e, destes, saiu com 12 prêmios em oito eventos:

– Prêmio de Melhor Roteiro na “7ª Mostra de Diversidade Sexual – MoDive-se”.

– Prêmio de Menção Honrosa no “3º Festival de Cinema de Santa Teresa – FECSTA 2020”.

– Prêmio de Melhor Filme LGBT no “Sweden Film Awards”.

– Prêmio de Melhor Filme e Melhor Atuação para Leona Jhovs na “DIGO – Mostra Suzy Capó”.

– Prêmio de Melhor Roteiro Média Metragem no “Festival de Cinema de Inhapim 2021”.

– Prêmio de Melhor Atuação para Leona Jhovs no “Festival Pink Love”.

– Prêmio de Melhor Roteiro, Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Cartaz e Melhor atuação para Leona Jhovs no “RIMA Awards”.

Paulo Faria e Leona Jhovs em cena do espetáculo “O Assassinato do Presidente” que teve temporada interrompida no início da pandemia.
Foto: Divulgação

Novos convites em projetos cinematográficos

Enquanto se preparava para rodar “Modelo Morto, Modelo Vivo”, Leona recebeu um outro convite para também protagonizar o filme “Não Me Chame Assim”, do diretor Diego Migliorini. “Foi um grande desafio para mim como atriz porque o intervalo entre as gravações foi de apenas uma semana, eu tive um período muito curto entre as pesquisas para viver as diferentes personagens”, conta.

Contudo, o desafio valeu a pena e hoje Leona vive um grande privilegio experimentado por poucos artistas, seu trabalho roda os festivais de cinema presente em dois filmes na mesma temporada de premiações.

“Não Me Chame Assim” já levou quatro prêmios no “BIMIFF – Brazil International Monthly Independent Film Festival”, de Melhor Curta Brasileiro, Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

“Estou tão feliz com o reconhecimento que temos alcançado com ‘Modelo Morto, Modelo Vivo’ e ‘Não Me Chame Assim’ que o cinema ganhou de vez espaço em meu DNA, assim como já estava lá o teatro. Por isso, estou muito empolgada com essa nova fase do Pessoal do Faroeste experimentando novas linguagens audiovisuais e se consolidando como uma companhia de teatro e de cinema”, finaliza Leona.

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