A exposição CORpo MANIFESTO, do artista afro-diaspórico Sérgio Adriano H, chega ao CCBB São Paulo celebrando 25 anos de trajetória marcada pela resistência, pela pesquisa crítica e pela potência simbólica de um corpo que se afirma como manifesto. Com curadoria de Claudinei Roberto da Silva e Juliana Crispe, a mostra convida o público a uma experiência profundamente sensorial, política e poética, reafirmando a relevância da produção contemporânea negra no Brasil.
A exposição reúne mais de 100 obras, entre fotografias, vídeos, objetos, esculturas, instalações e performances, que exploram temas como racismo estrutural, decolonialidade, memória, identidade negra e a construção de novos imaginários afrodiaspóricos. Para o artista, o corpo é ponto de partida para pensar resistências, disputas simbólicas e novas formas de existir em uma sociedade marcada pela violência colonial.
A temporada paulista apresenta ainda obras e ações inéditas, como a performance “desCOLONIZAR CORpos”, que abre a exposição, e a instalação desenvolvida especialmente para as vitrines do Espaço Anexo do CCBB SP — uma proposta que expande a arte para além das paredes institucionais e estabelece um diálogo direto com a cidade e seus transeuntes.
“A vitrine se torna uma extensão do meu trabalho, que busca levar a arte para todos os lugares. A ideia é criar uma conexão direta com as pessoas que não se sentem convidadas a entrar nos espaços culturais.”
— Sérgio Adriano H
PROGRAMAÇÃO
15/11/2025 (sábado)
12h e 16h30 — Abertura da exposição e performances com Sérgio Adriano H
16/11/2025 (domingo)
15h — Visita mediada com o curador Claudinei Roberto da Silva
06/12/2025 (sábado)
11h — Roda de conversa com Sérgio Adriano H e Claudinei Roberto da Silva
13/12/2025 (sábado)
11h — Visita mediada por Sérgio Adriano H
28/01/2026 (quarta-feira)
18h — Palestra “Planejamento de Carreira para artistas” com Sérgio Adriano H
Sobre o artista: Sérgio Adriano H
Sérgio Adriano H é artista visual afro-diaspórico, performer, fotógrafo e pesquisador. Formado em Artes Visuais e mestre em Filosofia, vive e produz entre Joinville (SC), sua cidade natal, Florianópolis (SC) e São Paulo (SP).
Com uma carreira consolidada nacional e internacionalmente, acumula mais de 220 exposições, entre individuais e coletivas. Entre as individuais recentes, destacam-se:
• desCOLONIZAR CORpos, Institut national d’histoire de l’art (Paris, 2023)
• desCOLONIZAR CORpos, Caixa Cultural (Brasília, 2023)
Entre as principais coletivas, figuram:
• Dos Brasis (2024/2025), mostra itinerante do Sesc Nacional
• 13ª e 14ª Bienal Internacional de Curitiba (2017/2019)
• 8ª Bienal Argentina (2018)
• Encruzilhada, Museu de Arte Moderna da Bahia (2022)
• Visão do Paraíso, Centro Cultural Brasil–Moçambique, Maputo (2022)
O artista possui mais de 40 premiações, entre elas:
• Medalha Cruz e Sousa — maior honraria artística concedida pelo Estado de Santa Catarina (2022)
• Prêmio FAMA – Fábrica de Artes Marcos Amaro
Em 2024, foi indicado entre os três finalistas do Prêmio Mario Pedrosa da ABCA, dedicado ao artista destaque nacional de 2023.
Suas obras integram 20 acervos públicos, incluindo:
• Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP
• Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM
• Museu de Arte do Rio – MAR
• Museu de Arte Moderna da Bahia
Foto: Assessoria de imprensa
Fonte: Costa Consulting CO
- Edição: Sula Costa MTB 0003600/GO


