InícioA limpeza anti-democrática sob a visão do novo Presidente dos EUA 

A limpeza anti-democrática sob a visão do novo Presidente dos EUA 

 A visão de limpeza promovida por Donald Trump nos Estados Unidos reflete uma abordagem que associa a ideia de “limpeza” a uma política de exclusão e restrição migratória. Para Trump, o país precisa ser “limpo” de imigrantes, vistos por ele como um ruído ou um obstáculo para a “pureza” de uma nação supostamente homogênea. Essa ideologia ignora, porém, o papel fundamental que os latinos desempenham na economia americana: são eles quem realizam grande parte do trabalho que os próprios americanos muitas vezes não querem fazer, como carregar caixas, trabalhar em supermercados ou realizar tarefas braçais.

Se a proposta de Trump fosse realmente “limpar” o país de forma organizada, talvez ela envolvesse os próprios cidadãos assumindo essas tarefas, colocando as mãos na massa e realizando serviços essenciais que sustentam a rotina econômica. No entanto, sua postura revela mais uma tentativa de marginalizar e excluir do mercado de trabalho quem não pertence à sua visão de nação ideal.

A ideia de uma parceria com empresários como Elon Musk para criar robôs capazes de substituir trabalhadores imigrantes é um reflexo dessa mentalidade autoritária e tecnocrática. Ela sugere uma tentativa de automatizar e eliminar a força de trabalho que, por sua origem, é considerada indesejada. Assim, a “limpeza” que Trump propõe não é uma ação de organização ou eficiência, mas um ranço de uma mentalidade anti-democrática e capitalista, que busca manter o controle e a supremacia através da exclusão e da tecnologia.

No fundo, essa postura revela uma visão distorcida e preconceituosa, que vê a diversidade e o esforço de imigrantes como um problema a ser resolvido, ao invés de reconhecer o valor que eles trazem para a sociedade. A “limpeza” promovida por Trump é mais uma expressão de resistência a mudanças sociais e uma tentativa de manter uma narrativa de poder baseada na exclusão, ao invés de inclusão e valorização do trabalho e da diversidade.

Talvez tais atitudes sejam o sinal da sua despedida na carreira pública com iniciativas avassaladoras que carrega dentro de si durante toda sua existência.

 

Fonte : Assessoria de imprensa

Foto : Acervo pessoal

Edição : Sula Costa MTB 0003600|GO

 

Sula Costa
Sula Costahttp://www.sulacosta.com
Sula Costa nasceu em Anápolis, GO. Jornalista e empresária, estudou marketing no Brasil. Em NY, trabalhou com produtoras cinematográficas internacionais, Organizações de Instituto de Pesquisa em Preservação do Meio ambiente na ONU (I.R.E.O) . Estudou produção de TV na Califórnia e fotografia em NY. Trabalhou em projetos de restauração, construção e intervenção, planejamento culturais para o Brasil . Cobriu os principais eventos econômicos do Brasil em New York; trabalhou como correspondente internacional para o jornalista Gilberto Amaral e Casa do Brasil Internacional em Nova Iorque de 2008 a 2012. É Diretora Executiva da Costa Consulting CO,, empresa de consultoria e fomento cultural em Brasilia - DF e Fundadora da Associação World Art Show BR em São Paulo, Instituto que apoia a arte visual e cultura do Brasil. Atualmente é vice-presidente da A.C.L.A.B - Academia de Ciências Letras e Artes do Brasil em São Paulo - SP.

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