Kovak & Vieira abre, simultaneamente, as mostras Estado Bruto de Caio Sóh e Camadas do artista Rafael Sliks, em 22 de abril, às 15h30. Separadas por ambientes, ambas as mostras trazem dezenas de obras, nas quais é justamente a diferença que as conecta. Por um lado, Caio Sóh, cineasta e multiartista, se entrega às artes plásticas e abre pela primeira vez uma individual. Rafael Sliks, por sua vez, já é artista visual experimentado e, após um hiato de 14 anos, volta a exibir seus trabalhos em terras brasileiras. Ambas as exposições seguem em cartaz, gratuitas, até 17 de maio.
Corpos desconstruídos, figuras irreconhecíveis, rostos e corpos fragmentados, dilacerados, moles, com a víscera e a carne que pulsam diante de nossos olhos. Palavras e frases escritas que aparecem em lugares incógnitos, sobre pedaços de imagens ou traços”, descreve Renata Rocco em seu texto curatorial acerca do trabalho de Sóh. As figuras ‘estranhas’ cujos movimentos e gestos são apresentados em suas criações para Estado Bruto, remetem a um novo mundo, “que nos escapa completamente”, pontua Rocco.
Com tinta sobre tela, Sóh não se prende a narrativas ou projetos, ao contrário: suas pinturas extravasam emoções de modo livre, espontâneo em que usa o pincel como ferramenta para uma ‘fuga’ de consciência. Em cada trabalho do artista há uma singularidade que pulsa diferente, sem a intenção de seguir ensaios ou roteiros, criando um paradoxo à arte cinematográfica, a qual se dedicou ao longo de sua trajetória profissional.
E é no gestual que Camadas de Sliks se impõe. Para Daniela Machado em seu texto curatorial, “faz tempo que o graffiti não é apenas sinônimo de subversão e contracultura, mas ainda é o mesmo graffiti e, ao mesmo tempo, não é. Entre essas ramificações, permanece um embate fundamental para os valores conceituais que o move e o multiplica pelas cidades: a legibilidade. Para Rafael Sliks, explorá-la e investigá-la plasticamente se tornou uma obsessão e a temática de seu trabalho.”
Assim, suas criações perpassam o graffiti. “Do mesmo modo como o graffiti cresceu para além de suas origens, a legibilidade tomou outras conotações na atualidade. Disputá-la, arriscar quase que completamente a visibilidade na abstração, mas também permitir que o espectador construa uma narrativa, se o quiser, tem feito a obra de Rafael Sliks pulsar no cenário artístico atual e se distinguir”, finaliza Daniela Machado.
Serviço
Kovak & Vieira
Local: Kovak & Vieira – @galeriakovakevieira
Abertura: 22 de abril – às 15h30
Período expositivo: 22 de abril a 17 de maio
Cônego Eugênio Leite, 150 – Jardins – São Paulo
Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira das 11h30 às 19h e aos sábados das 11h30 às 16h30 | domingos apenas com agendamentos
Foto : Assessoria de imprensa
Fonte : JuVilela
Edição: Sula Costa MTB 0003600/GO


