terça-feira, setembro 27, 2022
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Mini animações mostram estratégias para manter a floresta em pé

Mini animações mostram estratégias para manter a floresta em pé

Manejos sustentáveis de pirarucu, castanha-do-Brasil e copaíba estão fortalecendo a proteção de seis Terras Indígenas no sul e sudoeste do Amazonas

Os manejos sustentáveis de pirarucu, castanha-do-Brasil e copaíba estão ajudando a proteger a biodiversidade em seis Terras Indígenas (TIs) no sul e sudoeste do Amazonas, para onde avança o arco do desmatamento. Com o objetivo de dar visibilidade às iniciativas apoiadas pelo Raízes do Purus, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras, o projeto está lançando três mini animações que explicam como essas atividades são estratégicas na manutenção da floresta em pé.

Com duração de cerca de 1 minuto, as mini animações mostram o potencial das cadeias produtivas de produtos da sociobiodiversidade amazônica para o fortalecimento da proteção de territórios indígenas e para a melhoria da qualidade de vida de comunidades dos povos Apurinã, Deni do rio Xeruã, Jamamadi e Paumari do rio Tapauá. Os vídeos foram produzidos pela Motion Animação.

“É fundamental divulgar amplamente esses resultados. Por isso escolhemos o formato de animação, que é dinâmico e atrativo, para contar as histórias de sucesso dos povos indígenas apoiados pelo projeto”, afirma Marina Rabello, comunicadora do Raízes do Purus.

As mini animações sobre o manejo sustentável de pirarucu e castanha-do-Brasil já foram lançadas, e estão disponíveis no canal de Youtube , e nos perfis de Instagram e Facebook do projeto. A terceira, que será divulgada na próxima quarta-feira, 17 de agosto, trata do manejo de copaíba encabeçado pelo povo Jamamadi. Para ampliar o alcance do conteúdo, as mini animações foram legendadas em português e inglês.Mini animações mostram estratégias para manter a floresta em pé

Manejo sustentável e responsável

Os resultados positivos dessas atividades são expressivos. Com o manejo sustentável de pirarucu, espécie que já esteve ameaçada de extinção, os povos Deni e Paumari reverteram o quadro de escassez de recursos pesqueiros nos seus territórios causado pela pesca predatória, e recuperaram a população de pirarucu e outras espécies de peixe.

Mini animações mostram estratégias para manter a floresta em pé

Na TI Caititu, que fica próxima ao município de Lábrea, e é cercada por áreas desmatadas, o manejo sustentável de castanha-do-Brasil promove a circulação dos Apurinã por regiões remotas do território, coibindo invasões e atividades predatórias. Por essa mesma razão, o manejo sustentável de copaíba tem fortalecido a proteção da TI Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, território do povo Jamamadi.

“Na implementação de qualquer projeto de manejo, o primeiro passo é organizar as comunidades para vigiar os territórios. Essa é a base do trabalho, que permite que a biodiversidade se recupere e seja conservada”, complementa Marina.

Mini animações mostram estratégias para manter a floresta em pé
Terra Indigena Caititu, SAO SEBASTIAO, Indios Apurinã, Labrea, AM

Sobre o Raízes do Purus

O projeto Raízes do Purus é uma iniciativa da OPAN, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que visa a contribuir para a conservação da biodiversidade no sudoeste e sul do Amazonas, fortalecendo iniciativas de gestão e o uso sustentável dos recursos naturais das terras indígenas Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, Caititu, Paumari do Lago Manissuã, Paumari do Lago Paricá, Paumari do Cuniuá e Banawa, na bacia do rio Purus, e Deni e Kanamari, no rio Juruá. Saiba mais no nosso site, clicando aqui.

Sobre a OPAN

A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Nos últimos anos, suas equipes vêm trabalhando em parceria com povos indígenas no Amazonas e em Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas para a garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e no fortalecimento das culturas indígenas.

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