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FICÇÕES – Em Florianópolis

Foto/ Flavia  Canavarro

APÓS EXCURSIONAR POR TODO O PAÍS, MONÓLOGO ESTRELADO POR VERA HOLTZ

RETORNA À FLORIANÓPOLIS

(Espetáculo inspirado no best seller ‘Sapiens’, de Yuval Noah Harari, se apresentará no Teatro Ademir Rosa (CIC) nos dias 06 e 07  de março de 2026)

Com mais de 23 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o livro Sapiens – uma breve história da humanidade, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, foi o ponto de partida para o espetáculo Ficções, idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e escrito e encenado por Rodrigo Portella. Depois de 3 anos ininterruptos e 160.000 pessoas já tendo assistido o monólogo, que marca o retorno de Vera Holtz aos palcos, Florianópolis será palco das apresentações nos dias 07 e 08 de março de 2026 no Teatro Ademir Rosa. Os ingressos estão à venda na diskingressos.com.br .

Publicado em 2014, o livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar de sermos mais poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem, coletivamente, uma vida melhor?

“É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nós pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele.”, analisa Felipe H. Lima, que comprou os direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019.

Instigado pelas questões trazidas pelo livro e pela inevitável analogia com as artes cênicas – por sua capacidade de criar mundos e narrativas – o encenador Rodrigo Portella criou um jogo teatral em que a todo momento o espectador é lembrado sobre a ficção ali encenada: “Um dos principais objetivos é explorar o sentido de ficção em diversas direções, conectando as realidades criadas pela humanidade com o próprio acontecimento teatral”, resume.

Quando foi chamado para escrever e dirigir, Rodrigo imaginou que iria pegar pedaços do livro para transformar em um espetáculo: “Ao começar a ler, entendi que não era isso. Era preciso construir uma dramaturgia original a partir das premissas do Harari que seriam interessantes para o espetáculo. Em nenhum momento, no entanto, a gente quer dar conta do livro na peça. Na verdade, é um diálogo que a gente está estabelecendo com a obra”, enfatiza. A estrutura narrativa foi outro ponto determinante no propósito do espetáculo: “Eu queria fazer uma peça que fosse espatifada, não é aquela montagem que é uma história, que pega na mão do espectador e o leva no caminho da fábula. Quis ir por um caminho onde o espectador é convidado, provocado a construir essa peça com a gente. É uma espécie de jam session. É uma performance em construção, Vera e Federico brincam com tudo, com os cenários, tem uma coisa meio in progress”, descreve.

Para a empreitada, Rodrigo contou com a interlocução dramatúrgica de Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e Miwa Yanagizawa: “Mesmo sem colaborar diretamente no texto, elas foram acompanhando, balizando a minha criação, foram conversas que me ajudaram a alinhar a direção, o caminho que daria para o espetáculo”, conta.

Vera Holtz se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo, canta, improvisa, “conversa” com Harari, brinca e instiga a plateia, interage com o músico Federico Puppi – autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. Em outros momentos, encarna a narradora, às vezes é a própria atriz falando. “Eu gosto muito desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o imaginário da plateia”, destaca Vera. “O desafio é essa ciranda de personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa. Rodrigo concorda: “É um espetáculo íntimo, quem for lá vai se conectar com a Vera, ela está muito próxima, tem uma relação muito direta com o espectador”.

BIOS

Felipe Heráclito Lima

Especializado na idealização de projeto culturais, diretor da Sevenx Produções Artísticas e da F&F Film Productions, Felipe Heráclito Lima é ator formado pela CAL e publicitário pela PUC-RJ. Felipe também é especializado em captação de recursos e em gestão de recursos incentivados para grandes empresas. Esteve à frente de projetos como “R&J” de Shakespeare (2011), de Joe Calarco, Prêmio APTR “Melhor Produção”; Fonchito&aLua (2014), de Mario Vargas Llosa; Mas Porquê??! A História de Elvis (2015), de Peter Shossow – Prêmio APCA de “Melhor Musical Infantil 2015; Memórias de Adriano (2016), de Marguerite Yourcenar; Lá Dentro Tem Coisa (2016), de Adriana Falcão; Dogville (2018), de Lars Von Trier, e Fim de Caso (2019), de Graham Greene, entre outros.

Rodrigo Portella

Artista cênico nascido no interior do Brasil, diretor teatral, iluminador e dramaturgo com 45 anos de idade e 30 anos de carreira. Escreveu 12 peças teatrais e dirigiu outras 40 obras em teatro e vídeo. Ganhou os mais importantes prêmios de teatro brasileiro da última década como diretor com as peças As Crianças (de Lucy Kirkwood) em 2020 e Tom na Fazenda (de Michel Marc Bouchard) em 2018. Este último ganhou o Prêmio da Crítica de Melhor espetáculo estrangeiro em Montreal (Canadá), no biênio 2018/2019, e os prêmios APCA (São Paulo – 2019) e APTR (Rio de Janeiro – 2018) entre muitos outros. Rodrigo é graduado e mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, com doutorado em andamento. Mestre em cinema pela Nouprodigi/Barcelona, suas obras ocuparam os principais espaços culturais de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo e entraram na programação dos maiores festivais de teatro do país, circulando em mais de 90 cidades no Brasil, Argentina, Equador, Chile, França, Alemanha e Canadá. Atualmente vive em Barcelona, é professor do curso superior do Instituto Cal de Arte e Cultura e trabalha na produção da turnê França – Bélgica – Suíça do seu espetáculo Tom na Fazenda, que será inaugurada no Théâtre Paris-Villette na capital francesa.

Vera Holtz

Vera Holtz nasceu em Tatuí, interior de São Paulo, onde iniciou seus estudos nas artes através da música e artes plásticas. Na década de 70, após um breve período na EAD-USP, foi para o Rio de Janeiro, onde seguiu seus estudos e estreou em 1979 com a peça Rasga coração, de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de José Renato – a primeira peça liberada pela censura, durante o regime militar. Vera possui um vasto currículo composto por trabalhos em TV, teatro e cinema. Vinte e oito vezes indicada, em 1985 ganhou o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz pela peça infantil Astrofolia. Em 1989, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz pela peça Um certo Hamlet. Com a peça Pérola, de Mauro Rasi, que ficou cinco anos em cartaz e foi vista por cerca de 200 mil pessoas, Vera conquistou quatro importantes prêmios nacionais na categoria de melhor atriz: Mambembe, Shell, Sharp e APETESP. Em 2007, ganhou o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação na novela Paraíso Tropical, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Estreou como diretora teatral em 2010, com Guilherme Leme, na peça O Estrangeiro, de Albert Camus, monólogo adaptado pelo dramaturgo dinamarquês Morten Kirkskov.

Federico Puppi

Compositor, produtor musical e instrumentista italiano, formou-se em violoncelo pelo Conservatório de Aosta (Itália). Em 2006, ganhou bolsa para a Berklee College of Music. É coprodutor de Guelã (Maria Gadú), indicado ao Grammy Latino em 2016. Lançou os álbuns autorais O Canto da Madeira (Prêmio Catavento 2016), Marinheiro de Terra Firme (2018), com participação de Milton Nascimento, e Crisálide (2022). Fez trilhas para mais de 18 peças, entre elas (Um) Ensaio Sobre a Cegueira (Grupo Galpão), As Crianças (dir. Rodrigo Portella)  Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes (Cie. Dos à Deux). Ganhou dois APTR de Melhor Trilha Sonora Original, o Prêmio Cenym, além do Leão de Ouro de Cannes (2023). Em 2024, conquistou o Latin Grammy como instrumentista no álbum Mariana e Mestrinho, de Melhor Álbum de Música Brasileira de Raiz. No cinema, compôs as trilhas de Delicadeza é Azul e Iaiá de Ioiô e colaborou na trilha de O Auto da Compadecida 2. Na TV, atuou como violoncelista em trilhas da TV Globo, incluindo Guerreiros do Sol, Nos Tempos do Imperador, Pantanal, Mar do Sertão e Garota do Momento.

Yuval Noah Harari

Nascido em Israel, em 1976, Harari é historiador, filósofo, PhD em História pela Universidade de Oxford e autor best-seller de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, 21 Lições para o Século 21 e Sapiens: Uma História Gráfica. Seus livros venderam mais de 40 milhões de cópias em 65 idiomas, e ele é considerado um dos mais influentes intelectuais públicos do mundo hoje. Atualmente é professor do Departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele escreve artigos para publicações como The Guardian, The Financial Times, The New York Times, TIME e The Economist. Em 2021, Harari foi agraciado com o Prêmio Honorário da Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira dos EUA. Em 2020, recebeu o título de Doctor Honoris pela VUB (Universidade Livre de Bruxelas) e recebeu o prêmio CITIC Author of the Year, na China, por Sapiens: Edição em quadrinhos. Em 2019, Sapiens ganhou o “Academic Book of the Year”, no Academic Book Trade Awards, do Reino Unido. Em 2017, Homo Deus recebeu o German Economic Book Award da Handelsblatt como “O livro de economia mais ponderado e influente do ano” e, em 2015, Sapiens foi vencedor do Wenjin Book Award da China.

VERA HOLTZ em FICÇÕES

Inspirada no livro Sapiens – Uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari

Idealizada por Felipe Heráclito Lima

Escrita e encenada por Rodrigo Portella

Performance e Trilha Sonora Original: Federico Puppi

Interlocução dramatúrgica: Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e Miwa Yanagizawa

Assistente de direção: Cláudia Barbot

Cenário: Bia Junqueira

Figurino: João Pimenta

Iluminação: Paulo Medeiros

Preparação corporal: Tony Rodrigues

Preparação vocal: Jorge Maya

Programação Visual: Cadão

Fotos: Ale Catan

Direção de produção: Alessandra Reis

Gestão de projetos e leis de incentivo: Natália Simonete

Produção executiva: Wesley Cardozo

Administração: Cristina Leite

Produtores associados: Alessandra Reis, Felipe Heráclito Lima e Natália Simonete

Produção local  – Orth Produções

SERVIÇO

Data | 06 e 07 de março 2026

sexta 20h30 e sábado às 20h

Local | Teatro Ademir Rosa –  CIC

Centro Integrado de Cultura (CIC) –  Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis – SC

Ingressos – diskingressos.com.br

Classificação indicativa |12 anos

Duração | 80min

Fotos/ Flávia Canavarro – Annelize Tozeto – Guga Melgar

Maristela Brittes
Maristela Brittes
Maristela Brittes, jornalista e colunista natural de Porto Alegre, é um nome consolidado no cenário de comunicação, atuando há 18 anos em Florianópolis. Desde 2003, ela tem se destacado pela versatilidade e compromisso com o jornalismo de qualidade. Além de seu trabalho em assessoria de imprensa, Maristela também se dedica à produção de conteúdos para colunas, sempre trazendo informação relevante e uma visão refinada sobre moda, cultura e atualidades. Recentemente, Maristela expandiu sua atuação ao aceitar o convite do renomado jornalista Dennys Silva para integrar a equipe da Life & Fashion Magazine em Nova York, uma publicação de sucesso que está em circulação desde 2014. Com essa nova fase, ela busca conectar o público brasileiro ao melhor em tendências e variedades, reafirmando sua paixão por comunicar o que há de mais inovador e interessante no mundo, Turismo, Empresarial, Arquitetura, Moda, Gastronomia, Entretenimento e do lifestyle.

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